quarta-feira, 27 de maio de 2009
O Ministério da Saúde está organizando, esta semana, a campanha publicitária "Doe Sangue, doe vida", em comemoração ao Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue, comemorado em 25 de novembro. A proposta do governo federal, em parceria com as secretarias estaduais e municipais de Saúde, é explicar à população a importância e os critérios básicos para a doação de sangue.
Até o próximo sábado (25), várias ações vão ocorrer em todo o país para valorizar este gesto de solidariedade e cidadania. O Ministério da Saúde vai distribuir material impresso (folhetos e cartazes) aos serviços de hemoterapia públicos de todo o país sobre a Semana Nacional deDoação Voluntária de Sangue 2006 e os doadores de sangue receberão, neste período, um curativo personalizado com a frase "Doei sangue hoje".
A campanha esclarece sobre a simplicidade do gesto que pode salvar vidas. A garota-propaganda das peças publicitárias deste ano é a atriz Grazielli Massafera. Nas fotos, ela veste uma camiseta branca com a mensagem "Doe Sangue, doe vida".
O texto do folheto à disposição de usuários do SUS informa que doar sangue não dói, é fácil, rápido, não afeta a saúde do doador e, sobretudo, salva muitas vidas. E faz um apelo: "Não cruze os braços para esse problema".
Parâmetros
Hemocentros e bancos de sangue periodicamente chamam a atenção para a doação regular de sangue de forma a aumentar o número de voluntários fidelizados no país. No Brasil, 1,8% da população doa sangue e, de acordo com parâmetros da Organização Mundial da Saúde (OMS), para manter estoques regulares, é necessário que 3% a 5% da população faça isso regularmente.
Do total de material coletado, 49% vem de doações espontâneas e o restante, de reposição. Pelo perfil do doador, 46% deles são jovens entre 18 a 29 anos e mais de 35% são mulheres.
Em 2005, o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou 3,25 milhões de doações, número 6% maior que o apurado no ano anterior, quando ocorreram 3,04 milhões de doações.
Além de campanhas, o Ministério de Saúde, por meio da Política Nacional de Sangue e Hemoderivados, trabalha no desenvolvimento de sistemas de informações para avaliar constantemente a captação de doadores, coletas e transfusões. Busca, ainda, otimizar recursos e investir na qualidade do sangue a ser dispensado à população brasileira.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
10 passos para a adoção
10 passos para a adoção
Se você pretende adotar uma criança, mas não sabe por onde começar, confira as orientações que preparamos para te ajudar
Redação Crescer
Você quer adotar uma criança, mas não sabe por onde começar? Então, saiba que não está sozinho.
De acordo com a pesquisaPercepção da População Brasileira sobre a Adoção, da Associação dos Magistrados Brasileiros, feita em 2008, a maior parte da população brasileira não sabe quais são os passos para aadoção. Os números espantam: cerca de 37% deles procurariam crianças e maternidades e 28% em abrigos. Apenas um terço recorreria ao local certo, as Varas da Infância e Juventude espalhadas pelo país.
Para ajudá-lo nessa tarefa, a Crescer listou os 10 passos principais que você deve seguir. Confira:
1. Procure o Juizado da Infância e da Juventude mais próximo de sua casa para entrar no Cadastro Nacional de Adoção (se preferir, você pode contratar um advogado de Família de sua confiança, especializado em processos de adoção). Ligue antes para saber quais documentos levar – eles variam entre os juizados. Pessoas solteiras, divorciadas e judicialmente separadas também podem adotar, desde que sejam maiores de 18 anos (artigo 1618 do Código Civil) e pelo menos 16 anos mais velho que o adotado (art. 1.619) . A Justiça ainda não prevê adoção por casais homossexuais, mas é cada vez mais comum pais do mesmo sexo conseguirem registrar a criança no nome dos dois após decisões judiciais.
2. No cadastro, indique o perfil da criança que deseja. Você pode escolher o sexo, a idade (no caso de crianças maiores de 3 anos, é chamada de adoção tardia), o tipo físico e as condições de saúde. Pense com calma e converse com outros pais para saber o que é bacana e o que não é em cada escolha.
3. Até dois meses, uma psicóloga do juizado agendará uma entrevista para conhecer seu estilo de vida, renda financeira e estado emocional. Ela também pode achar necessário que uma assistente social visite sua casa para avaliar se a moradia está em condições de receber uma criança. Teoricamente, o poder aquisitivo influencia, mas não é decisório.
4. A partir das informações no seu cadastro e do laudo final da psicóloga, o juiz dará seu parecer. Isso pode demorar mais um mês, dependendo do juizado. Com sua ficha aprovada, você ganhará o Certificado de Habilitação para Adotar, válido por dois anos em território nacional.
5. Sua ficha pode não ser aprovada. O motivo pode ser desde a renda financeira até um estilo de vida incompatível com a criação de uma criança. Se isso acontecer, procure saber as razões. Você poderá fazer as mudanças necessárias ou até mesmo recorrer à Justiça e começar o processo novamente.
6. Com o certificado, você entrará automaticamente na fila de adoção nacional e aguardará até aparecer uma criança com o perfil desejado. Ou poderá usar o certificado para adotar alguém que conhece. Nesse caso, o processo é diferente: você vai precisar de um advogado para entrar com o pedido no juizado.
7. A espera pela criança varia conforme o perfil escolhido. Meninas recém-nascidas, loiras, com olhos azuis e saúde perfeita – a maioria dos pedidos – podem demorar até cinco anos. A lei não proíbe, mas alguns juízes são contra a separação de irmãos e podem lhe dar a opção de adotar a família toda. E não esqueça: a adoção depende do consentimento dos pais ou dos representantes legais de quem se deseja adotar, além da concordância deste - se tiver mais de 12 anos. A exceção fica para o caso de criança ou adolescentes cujos pais sejam desconhecidos, falecidos ou tenham sido destituídos do poder familiar (o antigo pátrio poder).
8. Você é chamado para conhecer uma criança. Se quiser, já pode levá-la para casa. Quando o relacionamento corre bem, o responsável recebe a guarda provisória, que pode se estender por um ano. No caso dos menores de 2 anos, você terá a guarda definitiva. Crianças maiores passam antes por um estágio de convivência, uma espécie de adaptação, por tempo determinado pelo juiz e avaliado pela assistente social.
9. Depois de dar a guarda definitiva, o juizado emitirá uma nova certidão de nascimento para a criança, já com o sobrenome da nova família. Você poderá trocar também o primeiro nome dela. As relações de parentesco se estabelecem não só entre o adotante e o adotado, como também entre aquele e os descendentes deste e entre o adotado e todos os parentes do adotante.
10. E, por fim, lembre-se do mais importante: o vínculo de amor não depende da genética.
Gigaset lança telefone sem-fio com transmissão de voz pela internet
De acordo com a empresa, a tecnologia do Gigaset A580IP possibilita ainda que o consumidor se inscreva em feeds RSS (mecanismo que envia todas as atualizações realizadas nos sites ou blogs, mediante uma inscrição no RSS - Really Simple Syndication). Assim, por meio de SMS, o cliente recebe todas as atualizações realizadas no site ou blog de sua preferência. O cliente também pode se inscrever na rede Gigaset.net para receber informações na tela do seu aparelho, criar um apelido para seu telefone, colocar protetor de tela com hora sincronizada pela internet. (Da redação, com assessoria de imprensa)
MPF/AM denuncia cinco envolvidos em fraude na internet
Na denúncia, o MPF/AM pede a condenação dos envolvidos pelo crime de furto qualificado, previsto no artigo 155, § 4º, incisos II e IV, do Código Penal – furto praticado mediante fraude e concurso de duas ou mais pessoas. A pena prevista para o crime é de reclusão, de dois a oito anos, e multa.
As investigações mostram que os titulares das contas que receberam os valores sabiam das transações e haviam negociado a utilização das contas correntes em troca do recebimento de, em média, R$ 100. O acordo previa o empréstimo do cartão e da senha pessoal para transações. Os titulares afirmaram que não receberam os cartões de volta.
O MPF/AM requisitou a instauração de um novo inquérito policial para investigar a participação de outras pessoas no esquema, citadas pelos denunciados durante os depoimentos à polícia. Pelo menos seis outros suspeitos ainda serão investigados, além de outras pessoas que podem ter sido beneficiadas com os pagamentos dos bloquetos feitos com o dinheiro retirado da conta corrente da cliente da CEF.
A Polícia Federal (PF) deverá apurar também os procedimentos utilizados pelo grupo para obter os dados referentes à conta corrente da cliente da CEF em Manaus (hackers). A ação judicial corre sob segredo de justiça, no que se refere ao sigilo bancário. (Da redação, com assessoria de imprensa)
PL 29: ABTA sugere debate sobre regulação da internet para depois.
Para Annenberg, o modelo que se pretende do PL 29 é o que corrija algumas imperfeições que a Lei do Cabo tem por força do avanço da tecnologia e a entrada das teles, o que exige uma revisão da norma. “Não que esses assuntos sejam de pouca importância, mas não precisam ser definidos numa lei que tem como objetivo definir um quadro novo de infraestrutura da televisão por assinatura”, disse.
Sobre ampliar a regulação da TV paga para os conteúdos da internet, incluída no projeto pelo deputado Vital do Rêgo, Annenberg disse que a questão requer uma discussão maior e que o fórum apropriado para esse debate será mesmo a Conferência Nacional de Comunicação, que acontecerá daqui a seis meses. “O importante é tirar essa pedra do caminho e avançar na definição de um novo marco regulatório da o setor”, defendeu.
A contratação avulsa de canais, a critério do consumidor, também incluída no novo substitutivo é, na opinião de Annenberg, impossível do ponto de vista técnico e operacional. Para isso, teria que haver um septop-box que funcionasse como um computador, para suportar o oferecimento de quase 200 canais e o consumidor escolhesse de cinco a seis de sua preferência. “Isso geraria milhões de combinações que um conversor comum não resolve, precisaria de um mais sofisticado que elevaria tremendamente o preço do serviço”, disse.
O presidente da ABTA disse que a venda de pacotes, comum em todo o mundo, foi adotada para levar o serviço a um preço mais acessível. “Essa proposta, na verdade, é contrária aos interesses do consumidor”, avalia. Ele ressaltou que o substitutivo não impede a venda de pacotes, mas cria essa possibilidade de contratação individual de canal. O presidente da ABTA não quis fazer previsões sobre a possibilidade de aprovação da matéria, argumentando que tudo dependerá da atitude do relator do projeto. Ele disse que a entidade sugeriu aos deputados uma série de emendas.
Disputa da faixa de 2,5 GHz movimenta Conselho Consultivo da Anatel
disputa entre operadoras de TV por assinatura por MMDS (micro-ondas) e de telefonia celular sobre a destinação da faixa de 2,5 GHz teve um novo round hoje, em reunião do Conselho Consultivo da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). De um lado, as celulares voltaram a defender a reserva da faixa para a tecnologia móvel de 4G (LTE), como recomenda a UIT (União Internacional de Telecomunicações), como forma de harmonização com as decisões já tomadas por outros países. Do outro, as empresas de TV paga, que usam o MMDS nessa faixa, querem continuar na frequência e ampliar os serviços para oferta de banda larga, usando equipamentos WiMAX.
A questão está em debate no Conselho Diretor da agência há meses sem definição, exatamente por opiniões antagônicas. Sequer a indústria tem uma opinião unificada. A Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) enviou dois representantes ao debate: Francisco Giacomini, da Qualcomm, quer a destinação da faixa para aplicação em serviços móveis; enquanto José Almeida, da Motorola, defende o uso do WiMAX nessa frequência, como forma de universalizar, rapidamente, o acesso à banda larga no país, inclusive em regiões remotas.
O presidente da ABTA (Associação Brasileira de Televisão por Assinatura), Alexandre Annenberg, usa o mesmo argumento da Motorola. Ele considera que o país precisa ter coragem para decidir por uma tecnologia que assegure, de imediato, a oferta de banda larga, a um custo acessível, para todo o país. Posição semelhante defendida pelos representantes da Neo Tec, Neo TV e Sky.
Já a representante da Acel (Associação Nacional das Operadoras Celulares), Margareth Moonsamy, disse que a reserva da faixa de 2,5 GHz para a telefonia móvel, além da harmonização com outros países, contribuirá para a redução do custo da banda larga móvel, por meio do ganho de escala; facilitará o roaming global; contribuirá para exportação de produtos da nova tecnologia pelo país; e viabilizará a oferta de serviços de telecomunicações de forma sustentável. O mesmo defendeu o representante da TIM, da Oi e da Claro.
Academia defende WiMAX
O especialista da PUC Campinas, professor Omar Branquinho, por sua vez, criticou tanto as móveis quanto as operadoras de TV paga por MMDS. Segundo ele, não existe falta de espectro para as celulares e, sim, falta de planejamento. Ele considera um absurdo reservar uma faixa do espectro, que é um bem público, para uma tecnologia que ainda não é uma realidade e que poderá se tornar acessível daqui a 10 anos. Quanto as empresas de TV por micro-ondas, ele criticou a falta de investimentos e a demora em oferecer serviços, mesmo com os 190 MHz que dispõem.
Branquinho defende o uso imediato do WiMAX para levar a banda larga às comunidades que não têm acesso ao serviço. “A Anatel precisa decidir o que é o mais importante para o país e deixar de se preocupar com o eixo Rio-São Paulo”, disse. Para ele, a banda larga por celular não é solução para o Brasil porque não tem preço acessível. Além disso, estranha o fato de o governo, por meio da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) dar recursos para desenvolvimento de equipamentos WiMAX e o órgão regulador impedir o uso deles.
O representante da GSM Association, Ricardo Tavares, disse que a banda larga móvel representa uma oportunidade única e que as previsões mundiais é de que esse serviço atenda mais de um milhão de pessoas até 2020, em todo o mundo.
O debate sobre a faixa terá continuidade no Conselho Consultivo no dia 26 de junho, com a apresentação das propostas dos superintendentes de Serviços de Comunicação de Massa, Ara Minassiam, e de Serviços Privados, Jarbas Valente, da Anatel.